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LESE PIERRE

Lese Pierre Lima é professor de artes, artista visual, ilustrador e designer gráfico. Ministrou o curso "processo autoral" no Museu de Arte Moderna - SP, e outros, na galeria Choque Cultural - SP, na Universidade IFSC e no espaço cultural O Sítio, em Florianópolis. Foi assistente principal do artista Doitschinoff. Trabalhou com DM9DDB, Imaginarium, Mood, Santa Clara Nitro, Möve Art e Bendito Design. Ilustrou para Folha de São Paulo, Editora Gestalten, Editora Abril, Editora SM. Foi animador para a TV Pinguim. No grupo de teatro Cia dos Inquietos, foi responsável pela cenografia e identidade visual do espetáculo Oliver - que foi apresentado no MIS, em São Paulo. Recebeu, em 2012, o Leão de bronze em Cannes pelo projeto +Arte, organizado pela Academia Brasileira de Arte e pela agência DM9DDB; em 2017, venceu o 5º Concurso de Ilustração da Folha de São Paulo na categoria Caricatura, e, também em 2017, o 3º lugar no prêmio da Aliança Francesa de Arte Contemporânea. Nasceu em Pernambuco, na pequena cidade de Afogados da Ingazeira e atualmente mora em Florianópolis.

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2020
TENTE

Pensei no impacto do Certo e Errado, como nossas relações são construídas a partir disso. Este é um pensamento simplista sobre nossa capacidade de se relacionar. Através de uma linguagem e suas definições.

Acredito que o certo não seja bem uma direção. Talvez o certo, nem certo seja. Provavelmente um erro que foi aceito.

A palavra Tentar trouxe perspectiva. Tente - Representa a ambiguidade que o verbo tentar provoca. Empregar meios para conseguir, pôr em execução, insistência, persistência diante das tentativas. Tentar - Também é criar vontade, desejo, querer, ascender. Despertar vontade (em alguém) para fazer algo. Tentador.

Tente é ação e reação.

Telas inéditas presentes na composição representam os diferentes caminhos que sigo tentando.

 

Eu não sei! - Essa frase procura uma posição de conforto da nossas limitações. O neon é uma luz nobre. A luz simbolicamente representa sabedoria, conhecimento e solução.

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Lese Pierre

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ARTES VISUAIS

2021
ENSAIO - SOU VISTA

A pintura tem uma sutil capacidade de nos levar para outras dimensões. A série “Sou vista”, de Lese Pierre Lima, possui justamente a maravilhosa potencialidade de trazer permanentes indagações ao observador. As imagens convidam a um olhar de corpos que parecem paisagens. Ou será vice-versa? Pouco importa. A grande questão que os trabalhos trazem está em discutir a própria pintura e as maneiras como ela, imita, representa e interpreta o mundo conhecido para conduzir a reflexões sobre o que nós mesmos somos e como entendemos o que é o mundo. A artista, que descobriu que tinha dislexia com 27 anos graças a uma redatora que percebeu a dificuldade que ele tinha com letras e números, informou-se sobre o assunto com terapia e livros. Artista visual, trata, em suas séries, de relacionamentos interpessoais, dando ao tema diversas abordagens e visões.

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Oscar D’Ambrosio

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ARTES VISUAIS

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2022
90 ORAS

O livro “90 Oras” foi escrito utilizando o alfabeto de Ramos desenvolvido pelo seu criador entre 2011 e 2013. Constituído de 90 palavras com 3 letras cada uma, o projeto não busca criar um código baseado no alfabeto latino ou uma releitura de imagens tipográficas conhecidas da letra. Trata-se de um local seguro em que existe um desconhecido que apenas perde a sua validade quando se torna conhecido. Alimenta-se justamente desse paradoxo.

Cada palavra é uma forma sem som estabelecida de acordo com a experiência do seu criador em relação a elas.

Surgem assim poemas visuais em que a tradução da palavra representada graficamente demanda a descoberta das letras em Ramos, em um processo que resgata a alfabetização.

Desse modo, a imagem não remete a um som, não sendo, portanto, uma palavra dentro das escritas tradicionais. O desafio está assim liricamente instaurado.

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Oscar D’Ambrosio

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ARTES VISUAIS

POR
LESE

Na infância a escola era um pesadelo. Vivia picos de saber muita coisa e outros momentos de esquecer tudo. A leitura chegava a me dar enjoo. Sentia muita dificuldade.

O primeiro livro que li foi de Fernando Pessoa. Poemas, bem fino o livro. Por indicação da minha professora na 4ª série. Ela gostava de me ouvir explicando o poema. E me dava nota por isso. Tenho gosto por estudo, e desenvolvi uma forma de separar meus assuntos. Uma taxonomia didática.

Tenho pra mim que tudo que entra na minha memória se torna híbrido. Sou um criador de híbridos.

A terapia ajudou a entender boa parte do que eu sentia. E foi uma nova fase pra mim. Uma fase que eu gostei de me entender/descobrir.

Esta relação com a dislexia é uma história de insistência e repetição.

Complicado sintetiza.

Ainda bem!

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