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MI PEREIRA - AGAIZER

Mi Pereira é artista visual e mora hoje em Divinópolis/MG. Descobriu a dislexia aos 19 anos, e com o apoio profissional pode ressignificar a dificuldade em dom, percebendo a dislexia como sua identidade, algo que lhe dá contorno. Através da arte materializa suas dores, angústias, amores e alegrias.

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2021
CENSURA

A imagem de uma figura com mãos cobrindo os olhos, a boca e o peito, mas com o cabelo composto de flores constitui uma representação visual de como uma pessoa com dislexia pode se sentir no mundo. “Censura” remete ao fato de que ser disléxico recebe uma chancela de ser e pensar diferente, muitas vezes não conseguindo realizar ações ou tarefas que, para a maioria, podem parecer ser simples e cotidianas. Mesmo em um universo de negações, existe a capacidade de construir e desenvolver um mundo de possibilidades – e a arte tem um papel essencial nessa caminhada. Perante limitações e barreiras, Mi (Agaizer) Pereira, que “descobriu” a dislexia ao entrar na universidade, durante anos não conseguia escrever. As constantes críticas pelos erros de ortografia a levaram a um bloqueio. A sua psicóloga foi a responsável por indicar que podia se expressar pela pintura, tirando de si mesmo as mãos que a censuravam e deixando as ideias do cérebro se multiplicarem.

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Oscar D’Ambrosio

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ARTES VISUAIS

2022
MULHERES EM MIM

"Mulheres em mim” integra o projeto “Sinestesia”, em que a artista pinta as cores que músicas e sons lhe sugerem.

Essa relação entre distintos sentidos dá ao seu trabalho conotações mais amplas, caracterizadas pela permanente busca no seu

trabalho de um falar sobre si mesma e sobre o mundo. É instaurada assim uma diversidade de interpretações plásticas que provêm de inquietações internas em direção a uma completude.

Cada criação conduz o observador a um mergulho em si mesmo na procura de uma reflexão mais densa sobre o significado da própria existência, da coletividade em que se insere e do universo como um todo.

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Oscar D’Ambrosio

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ARTES VISUAIS

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POR
MI

Descobri a dislexia aos 19 anos ao pedir ajuda a uma professora de português com minhas dificuldades na escrita. Anos depois conseguir acompanhamento multiprofissional e o que era uma dificuldade se tornou um dom. Ser disléxica não é um diagnóstico para mim,  é uma identidade,  é um elemento que me dá contorno. Durante anos tive um bloqueio na escrita,  e para conseguir me expressar,  minha psicóloga sugeriu a pintura e desde então esse tem sido meu caminho para me expressar,  para me colocar no mundo,  para ser quem sou.  

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