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RENATO GODÁ

Renato Godá, paulista, é músico e um compositor de letras endiabradamente românticas. Já se apresentou nos Estados Unidos, em 2012, como convidado do festival South by Southwest e esteve em turnê pelos estados do Texas e Nova York. Em turnê pela Europa, seus shows entraram na lista dos favoritos dos editores da revista Timeout. Sua música mistura sons de jazz, folk, country e chanson aos sons brasileiros. É considerado um dos melhores compositores da sua geração pela revista Bravo! e pelo jornal Folha de São Paulo.

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2020
CHEGADA

Chegada (2018) foi composta por Renato Godá para seu filho caçula, que tem autismo. A letra fala das transformações e das expectativas de um pai em relação a chegada de um filho.

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Luisa Venturelli

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MÚSICA

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2021
LONGE EU VOU

O meu passado é só poeira/Que se levanta no retrovisor/Que o vento leva/Que o vento espalha/Pouco importa pois na estrada longe eu vou”. Os versos iniciais da música “Longe eu vou”, do álbum “Nômade”, de Renato Godá, representam bem a produção artística e a jornada vivencial de um cantor e compositor que teve a sua música descrita pela conceituada revista inglesa Timeout como um “apetitoso caldeirão que mistura sons de jazz, folk, country e chanson aos sons brasileiros”. Perante uma carreira acadêmica sem conclusão e inseguranças e frustrações ao lidar com o considerado “normal” e “correto”, desenvolveu, desde a infância, um mundo imaginário que ocupava seu cérebro enquanto as aulas tradicionais não acabavam. Uma luz veio quando uma professora, aos 14 anos, lhe indicou a leitura do poeta Charles Bukowski, que adorou. O diagnóstico de dislexia demorou a chegar, mas veio como “um sopro de alívio e liberdade”.  Como diz a música: “Com as minhas botas gastas longe eu vou/Com meu destino incerto longe eu vou”.

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Oscar D’Ambrosio

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MÚSICA

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POR
RENATO

A dislexia é meu estado natural, tenho quase 50 anos e não consigo me imaginar diferente. Ao longo deste tempo vivi todas as dificuldades clássicas, como carreira acadêmica sem conclusão, as inseguranças que vieram a partir das frustrações com a incapacidade de me adequar ao que de fato era encarado (pelo menos por onde eu tentei estudar) como o normal e o correto. Também vivi a possibilidade de me desenvolver criativamente desde muito cedo, porque ao mesmo tempo que meu foco se perdia completamente e me distanciava dos colegas de sala de aula (já aos seis, sete anos de idade), um universo imaginário inteiro invadia a minha cabeça, afinal ela precisava se ocupar enquanto o sinal que avisava o término das aulas custava a chegar. Demorei a ser diagnosticado, mas quando fui, foi como um sopro de alívio e liberdade.

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