top of page

LUCIENE KUMM

Luciene é de Florianópolis/SC e trabalhou muitos anos em outras atividades até se dedicar exclusivamente à fotografia.

Na fotografia sua cabeça não se limita pela dislexia, ela mostra suas emoções. A imagem é a sua essência leve e livre.

LBK_9468.jpg

2020
INVERTIDO

A série captura imagens refletidas em poças d’água. O invertido das fotos pode ser associado ao espelhamento das letras e das palavras, característica comum na visão das pessoas com dislexia.

.

Luisa Venturelli

.

FOTOGRAFIA

2021
BOLHAS

Novas visões são geradas pelas maneiras como a artista visual Luciene Kumm lida com aquilo que pode ser chamado pela grande maioria das pessoas como realidade. Existe um jogo de luzes e transparências que remetem à capacidade das bolhas de sabão nos fazerem ver o mundo de novas formas. Se as imagens dela instigam e desafiam, propondo perguntas e possibilidades de interpretação, a dislexia tem o mesmo efeito sobre a criadora. Seus trabalhos demandam novos focos e olhares por parte de quem faz e de quem vê. As imagens que surgem nesse processo se caracterizam pela liberdade expressiva e pelo estímulo a olhares multifacetados que não se dão na esfera das respostas, mas das interrogações. As respostas, quando vêm, em consequência, não são simples e estereotipadas, mas complexas e plenas de sentidos.

.

Oscar D’Ambrosio

.

FOTOGRAFIA

LBK_5455.jpg
obra3 - luciene.jpg

2022
DANÇA DAS LUZES

O trabalho intitulado “Dança das Luzes” apresenta dois elementos essenciais. O primeiro é a ideia de movimento, pois as fotografias apresentam justamente uma concretização no espaço que sugere uma dinâmica permanente. Além disso, o

elemento luz é basilar não apenas por se tratar de uma fotografia, mas, principalmente, por estarmos perante um conjunto de imagens que estimulam uma reflexão sobre a grandiosidade e a plenitude do universo.

Desse modo, o observar atento de cada construção plástica apresentada constitui uma maneira de dialogar com as potencialidades do cosmos.

.

Oscar D’Ambrosio

.

FOTOGRAFIA

POR
LUCIENE

Eu não planejo uma foto. Eu saio com vontade de fotografar e deixo as coisas fluirem. Outros artistas “fazem” a foto na cabeça e depois dão o clique. As minhas fotos acontecem com a minha cabeça vazia. É por isso que eu digo que, na hora que estou fotografando, sinto a dislexia bem longe de mim. Porque é a hora que não preciso me vigiar, me olhar, me verificar, conferir. É um momento que não preciso pensar pra fazer, simplesmente deixo acontecer. É nessa liberdade que a foto acontece. Me identifiquei com a foto justamente por isso.

bottom of page