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PAULA GOTELIP

Paula é mineira e reside em Florianópolis/SC. Sua infância transcorreu entre pés de cafés e letras, e foi a dificuldade com as letras que a fez abandonar cursos e não escrever trabalhos. Aos 33 anos, com a descoberta da dislexia, veio o entendimento de muitos dos aspectos de sua vida, e hoje ela é doutoranda em Teatro pela UDESC.
Como artista busca trazer para o público a experiência, a vivência cênica, sensibilizando o olhar, divertindo e construindo novas possibilidades.

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2020
ENTRE SONHOS E PALAVRAS

Entre Sonhos e Palavras (2020) é um vídeo-arte criado a partir da profusão de imagens do cotidiano da artista, o seu mundo particular e sua imaginação, assemelhando-se a um conto infantil.

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Luisa Venturelli

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ARTE CÊNICA

2021
DANÇANDO COM AS PALAVRAS

Paula Gotelip, no livro “Dançando com as Palavras”, conta como uma menina com dislexia se relaciona com o mundo. A narrativa conta as dificuldades de ler e reconhecer as letras, os números e as correspondências entre sons e palavras, assim como a compreensão e aceitação do transtorno. As ilustrações mesclam duas técnicas. Bordados foram criados, fotografados e depois, no computador, foram aplicadas cores e acrescentadas novas ilustrações digitais. O processo, feito de forma sinestésica, evoca essa fusão de sentidos no público. Devido à dificuldade em lidar com as letras, Paula não terminou uma faculdade de engenharia civil e não conseguiu escrever o trabalho de conclusão de curso de uma pós-graduação cursada. Recebeu o diagnóstico de dislexia aos 33 anos e passou a olhar a vida de outro modo. Mestre e doutoranda em Teatro, investiga a arte como recurso de sensibilização para a leitura de disléxicos e de conscientização para não disléxicos, estimulando a participar de uma sutil dança.

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Oscar D'Ambrosio

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LITERATURA

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2022
PARLENDA

A obra “Parlenda” é uma experiência cênica com e para crianças. Trata-se de um convite para que elas vivenciem com a atriz a suas memórias infantis, sensações e frustrações de viver com dislexia.

A experiência tem como fundamento jogos teatrais que abordam o tema de maneira lúdica, não didática. Há uma construção coletiva dentro da proposta geral de um roteiro cênico que vai desde a fase anterior ao letramento até a idade adulta, quando a protagonista se descobre como sendo disléxica e começa a brincar com as múltiplas possibilidades e potencialidades dessa condição.

O trabalho tem texto e atuação de Paula Gotelip e direção de Liliana Perez Recio.

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Oscar D’Ambrosio

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ARTE CÊNICA

POR
PAULA

Fui diagnosticada aos trinta e três anos e até essa idade carreguei o rótulo de lerda, lenta, esquecida e que escrevia mal. O diagnóstico foi libertador pois a partir dele consegui me colocar no mundo respeitando meus limites. Se eu sou esquecida? Às vezes! Fica tudo aqui guardado, é só que tem hora que é mais difícil acessar. Lenta? Depende, passa um dia comigo? A maneira como eu leio não pode ser parâmetro para ações do cotidiano. Eu percebo o mundo de uma maneira singular, o fato de esquecer muita coisa me permite viver a mesma experiência mais de uma vez. Uma outra coisa que me chama a atenção é a frequência com que ouço “nossa, como você é criativa”, e eu penso: como pode uma pessoa não ser criativa? Eu percebo que construo hiperlinks, que associo muitas informações. Isso é ótimo, mas o problema é voltar ao ponto de partida.
Como artista procuro construir possibilidades e estratégias para que o público possa experimentar e vivenciar a experiência cênica. Sensibilizar o olhar, divertir, construir novas possibilidades para o expectador me motiva como artista, como pesquisadora e como produtora.

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